segunda-feira, 1 de abril de 2013
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
FUDEUS
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
A CHUVA
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
TRÍPTICO DA CONTEMPLAÇÃO (o rio que passa atrás de casa)
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
E-coação
quarta-feira, 2 de maio de 2012
MOROTETORI
quinta-feira, 5 de abril de 2012
A Vida é Doce
quinta-feira, 22 de março de 2012
TRIUNFO
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
CANÇÃO DA ERRÂNCIA

Foi quando apareceu em minha vida,
E dizendo que eu era outro,
Minha espaçonave querida,
Viagem certa: foi sempre nós dois
Corda solta na vida
Erro grave, agudo
Meti o pé na balsa e fui
Fui ver que nada adiantava,
Olhar nos olhos, se boca sem voz:
O medo era nunca estar aqui
Na noite das vozes te vi, ó Senhora
à meia noite eu te vi,
e vi que o amor é sem hora
Ah... minha senha,
Nossa Senhora dos Erros,
Dai-me errância, dai-me agora
Prá que eu nunca mais me esqueça
Que as melhores canções não partem embora.
Minha reza, minha Gita,
Bíblia pagã,
paga os beijos, os meus amanhã.
Durmo sim,
E agora durmo bem.
Foi a voz de teus olhos dizendo:
Midnight,
Mindnight, it´s me.
Mas peço perdão à demora,
É que ninguém escuta às sereias
da Beleza, nem um tapa se recusa
É que antes, minha amiga,
Não era eu.
Não erra eu.
Surdo de tanto ver,
Não vi que a verdade mora ao lado
De dentro, o mundo é concerto
De fora, o mundo é agora,
E o nome real do amanhã é somente depois.
No chão da areia que gravei seu nome,
Vi tua sombra e ri de nós dois
No sonho que tive você era uma moça,
E eu uma sombra de um homem sem nome.
Não sei quanto custa uma vida,
Sei das vidas que tive,
Dos sonhos mais lindos,
E depois à noite é sempre midnight,
Midnight it´s me
De dentro, o mundo é conserto
De fora, o mundo é agora,
E o nome real para amanhã é depois.
No chão da areia eu gravei o teu nome,
Vi tua sombra e ri de nós dois
No sonho que tive você era a moça,
E eu uma sombra de um homem sem nome.
Não sei quanto custa uma vida,
Se há morte, eu não tive,
E mesmo que o sonho inda findo,
A noite, é sempre midnight,
and Midnight,
Midnight it´s me.
segunda-feira, 24 de outubro de 2011
UKEMI

O Aikido é a doce arte na qual se aprende a amar o chão.
Reconhecer o solo como textura, como doçura: o aikidoista é o amigo do chão.
Talvez haja, sim, nisso tudo, algo de oracular, já que é do solo que surge a vida. A gravidade é a força mágica que a todo o tempo nos aponta de onde viemos e para onde voltaremos. A vida é um fenômeno que parte do solo; se biblicamente temos que o homem veio do barro, concluiremos que foram necessárias duas coisas para a nossa vida: a terra (a massa mágica que constitui o chão) e a água (substância mágica que alimenta, que possibilita a vida, que cabe em qualquer canto, em qualquer vaso, que se adapta, que flui e, veja, sempre acompanha a gravidade).
O aikido é a arte de amar o solo
O aikido é a arte de aceitar o chão
Quem o chão aceita, vive com verdade a vida:
Não se vive a vida sem queda.
Quem o chão aceita vive com inteireza a vida:
Não se pode tudo saber só olhando para o céu.
Quem o chão aceita vive a vida plena:
Ser humano é se reconhecer nos percalços e nos tropeços da vida.
Quem faz aikido deve saber da queda,
Deve, na queda, encontrar-se.
Quantas vezes, de joelhos, a humanidade temeu os céus?
Mesmo em seiza, não percebiam a resposta:
Nem somente o céu, nem somente o chão...
O verdadeiro humano se faz como a água:
Flui entre a terra e o céu.
Fluir apesar da aridez do solo e,
fluindo, possibilitar a vida...
Isso é um ato de amor
Isso é Aikido
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Imagem colhida de: http://www.diburros.com.br/2009/06/aikido/ (Ao Marcelo Braga, muito obrigado!)
Veja também: http://www.diburros.com.br/
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Do Espelho

E o diabo saiu furioso,
do consultório
o médico havia pedido
por um simples “33”
Nada havia que anunciasse o apocalipse:
mas ele o fez por birra.
Para reencontrar seu objeto de ódio
para lavar com sangue seu manifesto de ira.
Seu mundo era verde,
e não vermelho como pensavam:
verde musgo, verde limo, verde longe, verde tédio,
Satanás era um inferno mais para si mesmo.
Por honra,
Expulsou todos os demais demos do paraíso:
Justo ele, o democrata.
No inferno, em boa companhia...
seria o paraíso...
O Paraíso.
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Imagem colhida em: http://www.encantosdeoxum.com/orixas.htm
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Missal

Um grupo de vagabundos na porta da festa
todos armados até os dentes.
muitos bêbados, todos crentes.
Todos batendo no vidro, querendo estar in.
Uma corja de vagabundos na porta da zona,
rezam pelas visões de Fátima,
uns praguejam, outros velejam
lêem maiakovsky na loja de conveniência.
Uma cátedra de burros na porta da missa,
restos de hóstia prá tomar com cerveja
um cisma com a missa, outro cisma com o Sismo
...E a igreja não cisma
e recolhem-se as doações.
Uma coleção de apátridas de fora, na porta do estádio
e fiéis, os corintianos perderam o jogo.
Uma coleção de cadáveres dentro do solo,
no velório, satisfeita
A família de corintianos vivia a catarse:
justiça feita,
adeus aos pés-frios das portas e Igrejas.
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Imagem colhida em:http://jorgemiguelcs.wordpress.com/category/m-c-escher/
domingo, 25 de setembro de 2011
De Saturno ao Retorno

Poeta é o sujeito que foi atropelado
pela ambulância. Na porta do supermercado
mas todas as garrafas de cerveja foram poupadas.
Eu não quero mais fazer poesia. Medo
tenho medo, tenho medo
das ambulâncias do destino querendo tomar minha cerveja.
Não quero mais a beleza
da vida. Quero sanar a dívida, pagar a conta
ganhar salário para o resto da vida
dormir quentinho protegido
da miséria do meu dia-a-dia.
Da miséria do meu trabalho escravo
da verdade inelutável e sorrateira e inviolável de
meu cheque especial, da fatura do cartão de minha
vida de poeta sem crédito algum.
A solução para nossa vida está em Encélado:
a arquiteta dos anéis de saturno,
Nossa Senhora das Dores, veste o manto dos anéis
quando sai para passear: recebe o nome ressonância orbital.
Na gigantomaquia do dia-a-dia
mesmo Encélado perde a guerra e Atenas
o aprisiona na Cicília.
Se nem os gigantes podem contra os deuses,
o que poderá o meu coração?
____________________________________.
Imagem colhida em: http://devorador-d6-pecado.blogspot.com/2010/11/sexta-lua-de-saturnoencelado.html
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
A Sociedade sem poetas mortos.

Menino 10 anos mata professora, suicida-se.
alguns dizem que foi por amor,
outros por nota,
outros, que tem café no bullying.
O tiro, no fígado
da professora se regenera
a cabeça regenera não
o tiro no menino nos tímpanos.
Nossa Senhora de Columbine,
quantos tiros, quantos meninos serão necessários
Para que o mundo entenda
que a educação Prometeu.
______________________________.
imagem colhida de http://percepolegatto.wordpress.com/2010/08/08/carpe-diem/
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Breaking all the rules

E eu sou seu padre,
seu Jesus de pau duro.
A guitarra é hóstia,
pão, sangue, vinho...
E cálice nunca!
Riso da vida
gozo da morte...
A banda de Rock
é Santa Ceia onde todos
são Judas em estado de Graça.
Maria dança louca:
é Rita baiana em auto azevedo.
Pedro, padre, é pobre Podre
Madalena, assutada, corre para detrás do templo
donde se ouve: – No Mercy!
E o assoalho, pantanoso em galera, escorre
Cristo crucificado em santo stage dive.
Satã fuma um Havana no camarote entre putas
enquanto Gabriel e Miguel, bichinhas enfurecidas,
chafurdam na roda punk,
perdidos na multidão.
E eu ofereço meu sangue, meus dedos,
meus ossos e palheta em nome do ostensório – minha guitarra
Minha garganta está rouca
meu sorriso é gárgula...
...Mas continuo:
em holocausto dedico à plateia meu gozo
À turba de bárbaros...
Porque Deus esmerilha certo por cordas tortas.
Justo! A voz do povo
É rock de Deus.
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quarta-feira, 3 de agosto de 2011
A um Poema

Nem por glórias ou memórias:
eu te fiz, poema,
para saciar minha dor.
Para libertar meu ódio,
para velejar em canção.
Eu te fiz, poema,
pra que desculpasse minha vida
pelo que não sou, pelo que não fui.
Para que fosse ao mundo
fecundar as gentes,
me traindo e traindo,
até que aprendesse amar.
Para que atravessasse a fúria,
a lamúria,
a penúria.
Para que batesse nas portas,
nas mortas
e em todas as idéias além das obras dos dedos
de minhas mãos.
Não por glórias ou memórias
(nem antologias ou filosofias,
nostalgias, hipocondrias,
idolatrias...)
Mas pra que levasse canção aos ateus
(e uma horda de cães aos teístas)
Para que levasse aromas, erotismos
e gozo aos puritanos
...E receitas de hóstia aos cães.
Para que tu lembres ao mundo,
que o final da brancura é a imundície.
Para que tu, filho selvagem,
me desobedecesse sempre
(e me negasse todas as vezes que dissessem meu nome).
Que recusasse minha roupa, minha comida,
minha casa, esposa e erudição.
E fosse simplesmente conspurcar da carne malévola
das casas da noite, cheias de prostitutas.
Para que se tornasse pai, mãe,
menino, menina.
Pois não vieste para mim,
mas por mim
(E para que eu esquecesse de mim!)
Para que eu me anulasse
para que eu me contradissesse.
Para que me superes,
(sendo, logo, mais do que eu sou)
E, quem sabes, assim acalmavas minha raça,
demasiadamente humano,
despojava, pirraça...
E de graça, me lembrava
de que todos os versos valem a pena.
De que todas as palavras são vida
e que todo poema, perverso,
é um violentíssimo atentado de amor.
(Imagem colhida em: http://amambanda.blogspot.com )










